O diretor Sidney Lumet certa vez deu um conselho maravilhoso para aspirantes a diretores: certifique-se de que todos estejam fazendo o mesmo filme. Em suma, garanta que nenhum departamento seja isolado do resto da produção, elaborando em privado, fazendo algo que pode não estar ligado a todo o resto. Gunn observou que seu próximo filme “Superman: Legacy” foi focado em uma estética unificada. Ele queria que os cabeleireiros, os fabricantes de próteses e os designers de produção estivessem todos na mesma página. Isso foi algo que ele também fez com seus filmes “Esquadrão Suicida” e “Guardiões da Galáxia, Vol. 3”, ambos gigantes e caros. Gunn disse:

“[O]Uma coisa que notei desde o início, quando comecei a dirigir filmes maiores, é que eu assistia a outros grandes filmes – não quero nomeá-los, mas – ocasionalmente eu via outro grande filme onde era tipo, bem, você pode dizer que o o figurinista não estava na mesma página do cenógrafo, não estava na mesma página do cabeleireiro, e esses, são todos individualmente ótimos trabalhos, mas juntos não se encaixam […] [T]aqui está uma estética que você quer, você sabe, colocar contra tudo.”

E quando o objetivo é a unidade estética, talvez seja bom deixar o elenco um pouco solto. Se Superman tem tudo a ver com o visual de Metrópolis, o corte do figurino, a mexida do cabelo, então é menos importante qual ator entra lá. Na verdade, pergunte-se se você assistiria a um filme do Superman onde ele não usasse sua fantasia. Superman, Gunn parece reconhecer, é mais uma fantasia do que um homem.

Na verdade, Gunn disse explicitamente que os atores não são uma prioridade para ele.

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